terça, 19 janeiro 2021
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Feliz Natal e sorridente ano novo

Publicado sexta, 18 dezembro 2020 14:47

Chegamos ao final do ano e, como quase sempre acontece, vamos virar uma página da vida, umas vezes mais feliz, outras menos. Esta semana a primeira vacina já foi administrada, em Inglaterra. Outras se seguirão (...)


Chegamos ao final do ano e, como quase sempre acontece, vamos virar uma página da vida, umas vezes mais feliz, outras menos.

Esta semana a primeira vacina já foi administrada, em Inglaterra. Outras se seguirão.

Nestes tempos baços conforta-me saber que em 2021 voltaremos a encontrar o caminho de volta a nós. Sem sucumbir. Sem sermos dominamos pelo medo. Sem estarmos condicionados por estatísticas exclusivamente virulentas, saturados de debates pandémicos e diatribes absurdas.

É verdade, arejaremos a alma, irradiaremos luz que nem pirilampos e voltaremos a estar entretidos na busca do significado da nossa vida, com tudo o que isso implica, guerra e paz e… (subitamente a minha consciência interrompeu-me, falou-me e, por uma vez que seja na vida, deu-me na cabeça; o diálogo que estabelecemos foi o seguinte):

«- Ó pá! Ultimamente escreves textos muito compridos - sussurrou-me a consciência.
- E chatos? – Perguntei.
- Também! Alguns são mesmo intragáveis.
- Mas é preciso dizer alguma coisa, comunicar, desenvolver raciocínios… e isso é complicado e precisa de tempo - barafustei efusivamente.
- Beleza Tózinho! Mas olha que a qualidade do conteúdo de um texto não se mede pela quantidade de palavras usadas.
- Certo, eu também conheço o significado da famosa expressão do filósofo francês Blaise Pascal: “Se eu tivesse mais tempo, teria escrito uma carta mais curta” – expliquei.
- Acaba já com isso; é Natal e os leitores não estão para aturar estas tretas.
- Mas já comecei a escrever isto, o que faço agora? – Interroguei.
- Lixo! As pessoas estão sem paciência.
- Não! – protestei veementemente, detesto mandar objetos para o lixo.
- Hummm, então toma lá 5 tostões e vai comprar imaginação em pó ao Sr. Jacinto.
- Bons tempos, mas já fechou – exclamei.
- Talvez, a imaginação está em vias de extinção. Então conta uma história engraçada e volta só para o ano.
- Boa idéia! Espera - questionei, pode ser uma parábola muito popular resgatada de antigos contos do médio oriente, pequena, mas de longo alcance?
- Pode pois! Desde que não tenha mais de 75 palavras, então chuta. Sabes, hoje em dia, a quantidade é cada vez mais um critério de qualidade, mas com uma relação inversamente proporcional: quanto menor for o texto, melhor.
- Perfeito, entendi, então cá vai – disse sufocante rematando a conversa:

“Numa viagem ao estrangeiro, Nasrudin foi confundido com um malfeitor foragido da justiça. Foi preso e condenado à morte. Era comum naquele país que o condenado tivesse o direito de satisfazer a sua última vontade. Quando lhe foi perguntado qual era a sua, Nasrudin respondeu: - Quero escolher a forma como vou morrer! O juiz disse a Nasrudin: - Muito bem, isso ser-lhe-á concedido, como é tradição. Mas de que forma escolhe morrer? Nasrudin respondeu: - De velho!”»

Assim seja para todos nós, mas depois de passar por tudo isto só lá para os 150 anos.

Este é o meu desejo. Feliz Natal e sorridente ano novo.

Vila Nova de Cerveira, 10 de dezembro de 2020.
Vítor Nelson Esteves Torres da Silva

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