terça, 27 outubro 2020
Imagem topo

Chega a fazer rir

Publicado domingo, 19 julho 2020 09:25

Diz-se que a criminalidade em Portugal é semelhante à de outros países, embora o valor de verdade destas afirmações signifique muito pouco. Até porque a generalidade dos portugueses pouco liga ao que se passa em Portugal, para lá (...)


Diz-se que a criminalidade em Portugal é semelhante à de outros países, embora o valor de verdade destas afirmações signifique muito pouco. Até porque a generalidade dos portugueses pouco liga ao que se passa em Portugal, para lá da bola. Em todo o caso, há um dado muito interessante e que, ao menos a mim, faz rir e com enorme gosto. Estamos agora, precisamente, numa situação deste tipo.

É deveras gracioso escutar os advogados dos designados grandes tubarões a surgirem-nos nas televisões, expondo que tudo o que provém do Ministério Público não corresponde à realidade, porque os seus clientes, rigorosamente, nunca nada terão feito de mal ou de menos lícito. Para mim, objetivamente, este tipo de argumentação leva-me a um desenvolvimento profundo da gargalhada.

Quando me é dado escutar estas cenas, em geral à saída dos tribunais, lá me perco eu a rir, de pronto dizendo para com quem possa estar comigo: querem ver que este também não fez nada?! Em décimas de segundo, lá nos chega a resposta: é tudo mentira, porque ele é santo e só fez coisas sempre boas. Trata-se aqui de uma brincadeira, mas de que se percebe o sentido.

Mais tarde, naquelas mesas redondas, ou elípticas, mesmo ovais, lá nos surge a explicação: claro que a defesa tem que dizer que não houve nada, porque tem de defender o seu cliente. Sendo tal uma objetiva realidade, a verdade é que me tem ocorrido esta situação dos advogados, como por igual a dos embaixadores, que se veem, com grande frequência, perante a obrigação de defenderam, com a máxima convicção possível, coisas sobre que não acreditam minimamente.

Mas, enfim, sempre se vão conseguindo uns agradáveis momentos de uma graça relativamente forte, ainda que muito frequente. Tubarão que se veja a braços com a Justiça, e de pronto nos surgem as tais cenas televisivas: não foi nada, é tudo fruto de uma criatividade doentia, até “falsificações” históricas, etc.. Felizmente, e para todos nós, ricos ou pobres, temos a democracia...

Hélio Bernardo Lopes

 

logo branco

Quinzenário do concelho de Vila Nova de Cerveira. Medalha de mérito concelhio.

Estatuto Editorial do Cerveira Nova

geral@cerveiranova.pt
Telefone: +351 251 794 762

cerveirafm

Subscreva a nossa newsletter e receba as nossas novidades em primeira mão.