quarta, 28 outubro 2020
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Matabichar

Publicado domingo, 20 setembro 2020 11:16

Os queridos leitores podem ficar tranquilos, hoje não vou falar-vos da peste. No lavar dos cestos apenas algumas palavras sobre as férias... Férias? Compridas ou curtas? Não sei! O que importa é a intensidade com que se vivem. Em (...)


Os queridos leitores podem ficar tranquilos, hoje não vou falar-vos da peste.

No lavar dos cestos apenas algumas palavras sobre as férias… Férias? Compridas ou curtas? Não sei! O que importa é a intensidade com que se vivem. Em Cerveira tudo é intenso e bem vivido.

Foram muitos bons momentos sob a batuta do mestre bigodudo que marcava o som da vaidosa banda de música residente no coreto do terreiro (genial enredado musical), desde conversas interessantes com alguns leitores atentos do Cerveira Nova, um matabichar aqui e acolá (com precaução para evitar o outro bicho), e sim, pode parecer patético, mas ainda não fui ao assombroso baloiço CerLove (a novidade da temporada), mas conheço perfeitamente os encantamentos da sua ancestral visão.

Numa só frase as minhas férias em Cerveira foram um baloiçar pela Bienal em sintonia com o croché a matabichar encontros maravilhosos, por vezes inesperados e únicos, como o que aconteceu com o escritor Valter Hugo Mãe que visitava a Bienal.

Caracas, até fiquei nervoso e não resisti a pedir para tirar uma foto, que o escritor acedeu simpaticamente, apesar de alertar que não lhe parecia uma boa ideia pois estava um pouco despenteado (aqui fica o registo para o leitor avaliar o original penteado).

Hugo Mãe, um dos autores portugueses mais conceituados e fascinantes da atualidade escreveu a seguir no Jornal de Letras que “A XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira cumpre calmamente a normalidade possível e reitera sua importância com maravilha. Decorrendo em menos espaços, um pouco mais pequena do que em outros anos, mas nunca pequena e longe de insignificante, dá a ver alguns trabalhos que me emocionam, numa vastidão de boas escolhas.”

Ah! Já me esquecia, no espaço da Bienal em cima do mercado municipal fiquei comovido com o imponente São Sebastião que lá está patente; gigante protetor e o nosso solene mártir. Em artístico silêncio pedi-lhe que para o ano os foguetes voltem a estourar com alegria nos nossos corações.

Vila Nova de Cerveira, 12/set/2020
Vítor Nelson Esteves Torres da Silva

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