sábado, 04 abril 2020
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O alto custo da eletricidade em Portugal e as consequências do frio

Publicado quarta, 19 fevereiro 2020 11:50

O aumento da eletricidade em Portugal, que se tem vindo a verificar, não é obstante uma novidade de muita gente que olha alarmada para os valores que chegam às faturas. Mas, vamos primeiro analisar o clima português, e apercebemo-nos que em todo o território não existe homogeneidade como é (...)


O aumento da eletricidade em Portugal, que se tem vindo a verificar, não é obstante uma novidade de muita gente que olha alarmada para os valores que chegam às faturas. Mas, vamos primeiro analisar o clima português, e apercebemo-nos que em todo o território não existe homogeneidade como é normal, do seu clima. Existem variáveis climáticas, sobretudo derivado aos diferentes tipos de clima: Clima Temperado Marítimo e Clima Temperado Mediterrânico - que conferem uma grande amplitude térmica anual. Este facto fatiga as populações de Portugal, e mais designadamente, do interior do país onde urge a necessidade de um aquecimento domiciliar que seja eficaz.

Mas falemos acima de tudo do frio, porque este é o responsável por bastantes doenças que elevam as causas de morte, tais como a asma, a bronquite, a gripe, sinusite, pneumonia, entre outras complicações.
Com este quadro demonstrado, a utilização da energia elétrica torna-se imperativa e é um bem essencial para as populações, contudo, o preço da energia elétrica é preocupante e ultrapassa mais do que a média da União Europeia. Aliás, em relatórios recentes há indícios de que a fatura da eletricidade de Portugal é mesmo a mais cara da União Europeia, e quando aplicada a carga fiscal (impostos), Portugal posiciona-se no número dois do ranking.

As formas de aquecimento que subsistem são inevitavelmente as mais tradicionais como a lenha (e derivados) ou outras fontes de calor como o gás.

Noutros países europeus onde há um nível de vida mais elevado, verificamos que além do uso domiciliar dado à eletricidade quase como uma obrigatoriedade e sem tanto regrado, esta também é aplicada em espaços públicos, propiciando melhor qualidade nas suas instalações - escolas, bibliotecas, universidades. E o melhor é que dá mesmo vontade de estar dentro deles para melhor usufruição. Até as casas de banho públicas têm água aquecida para o impacto do frio no corpo ser menor.

Em suma, nenhum ser humano deveria passar frio e ainda que na sua casa este tenha que estar sujeito ao aquecimento por outras vias que não a elétrica por questões de sobrevivência, os políticos/empresas se quisessem mesmo olhar para as necessidades dos consumidores, dariam uma atenção extra aos valores praticados neste tipo de energia, propiciando novos acordos e mesmo ressalvando o investimento nas energias renováveis domiciliares, atendendo a preços mais competitivos, acessíveis a quaisquer bolsas. Não só a população agradeceria, bem como todo o planeta.

Rita Costa
Licenciada em História da Arte

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