segunda, 06 julho 2020
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Há quem ganhe com o Coronavírus

Publicado terça, 19 maio 2020 11:50

A China, o país onde surgiu o novo coronavírus e que o “exportou”, dando assim origem à atual pandemia, começa a beneficiar da crise que criou, como o demonstra o enorme volume de exportações (...)


A China, o país onde surgiu o novo coronavírus e que o “exportou”, dando assim origem à atual pandemia, começa a beneficiar da crise que criou, como o demonstra o enorme volume de exportações de material médico, desde máscaras até ventiladores. Para além disso, tem-se dado ao luxo de promover operações de charme diplomático, com diversos tipos de apoio, aos países europeus, em situação mais crítica. Dali, não esperem estados de alma, é tudo realpolitik!

Da cidade onde tudo começou, Wuhan, surgiram imagens da reabertura dos mercados, onde se continuam a vender animais selvagens mortos e vivos, em condições higienossanitárias deploráveis. Tendo em conta que as epidemias mais recentes também lá eclodiram e perante a reiterada negligência e falta de vontade em tomar medidas eficazes, não deveria a comunidade internacional, através das suas organizações, obrigar a China a indemnizar os países afetados? Não deveria a Organização Mundial de Saúde determinar o encerramento desses mercados e a proibição da comercialização de algumas espécies? Para que serve afinal a OMS?!

Faz alguma confusão que continuemos a importar da China milhões de euros em máscaras quando a indústria têxtil nacional tem mais que capacidade para abastecer o mercado interno. Há empresas portuguesas que reorientaram a sua produção e estão a exportar milhões de máscaras para a Alemanha e outros países. Mesmo que produzir em Portugal seja algo mais caro que na China, sai muito mais barato ao Estado, pois por cada empresa que evite o layoff ou o encerramento, poupam-se milhões à Segurança Social. Mais do mesmo.

Os hipermercados estão a vender como nunca e não são conhecidas doações de material médico das grandes cadeias ao Serviço Nacional de Saúde. Algumas dessas empresas até estão sediadas, na Holanda, para se furtarem ao pagamento de determinados impostos, em Portugal. Dá que pensar!

Determinados autarcas que pautam a sua gestão pela navegação à vista e sem obra estruturante que se veja, ficaram, de repente, em pé de igualdade com outros, tendo uma boa desculpa para continuarem a nada fazer. Alguns até aproveitam a crise para protagonizarem algumas ações “folclóricas”. Com papas e bolos ...

O ambiente. Não há memória de níveis tão baixos de poluição do ar e da água. Nunca as cidades e vilas estiveram tão limpas como agora, comprovando que os espaços urbanos mais limpos são aqueles em que há menos gente a sujar e são aqueles que têm mais gente a limpar. Mais educação para a cidadania, precisa-se!

Manuel Marinho

 

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