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Mascarada

Publicado quarta, 15 abril 2020 07:05

A generalidade das pessoas mais atentas ter-se-á já dado conta de que o coronavírus, que conduziu à COVID-19, está já hoje envolto numa pleníssima mascarada. Como teria de dar-se, uma mascarada que tem vindo a ser tentada por parte dos Estados Unidos (...)


A generalidade das pessoas mais atentas ter-se-á já dado conta de que o coronavírus, que conduziu à COVID-19, está já hoje envolto numa pleníssima mascarada. Como teria de dar-se, uma mascarada que tem vindo a ser tentada por parte dos Estados Unidos.

Acontece que tiveram lugar na China, no passado outubro, os Jogos Militares Mundiais, em que esteve também presente uma seleção portuguesa, creio que constituída por 9 elementos. Aliás, foi mais de uma centena de seleções de outros tantos Estados a estarem presentes.
O coronavírus surgiu em Wuhan no mês de novembro seguinte. Como sempre teria de dar-se, as autoridades chinesas tentaram evitar o alarme, mas sem ainda possuírem uma ideia capaz do que poderia vir a dar-se.

Num ápice, perante o gigantismo que o contágio assumiu, o caminho seguido foi o único que se conhece, dado não existir ainda vacina, nem a tal dita imunidade de grupo: procedeu-se ao confinamento obrigatório de toda a população, incluindo o uso da força, e deitou-se mão do pessoal médico considerado essencial, bem como a criação das estruturas consideradas fundamentais a combater o que estava em jogo. Se olharmos com atenção, foi isto mesmo que se operou na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos.

A partir de dado momento, logo que se tornou percetível a boa imagem que a China estava a criar no mundo, de pronto os Estados Unidos começaram a tentar desenvolver um sentimento internacional de culpa sobre a China, que o mesmo é dizer, sobre os seus dirigentes e sobre o próprio sistema político.

Iniciou-se, por esta altura, a corrida à obtenção de uma vacina contra a COVID-19. E se os chineses anunciavam a garantia de terem conseguido obter uma vacina, logo os Estados Unidos vieram papaguear o mesmo, mas tentando comprar a conseguida por certa empresa alemã. Ou seja, esta ia bem à frente da situação das congéneres norte-americanas.

Como qualquer um faria em circunstâncias similares, a China, Cuba e a Rússia deitaram-se a levar os seus préstimos a Estados diversos e por todos os continentes. A própria Rússia fez chegar ajuda aos Estados Unidos, com a China e Cuba a fazerem-na chegar a Itália, Espanha, Portugal, etc., etc..

Dizem agora uns quantos, da Direita aos ditos do socialismo democrático – escute-se Ana Gomes –, que se trata de mera ação diplomática oportunista. E é a verdade. O problema é que os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a Itália, a Espanha, o Brasil e tantos outros não o podem fazer. E não o podem fazer porque a sua resposta à questão da COVID-19 oscilou entre a loucura e a ganância.

Convém recordar que cientistas diversos, e de instituições muito prestigiadas, já expuseram ao mundo que este coronavírus é uma estrutura natural, não concebida em laboratório, em condições de poder ser utilizada como uma arma biológica.

Sem mais este pretexto, a propaganda ocidental contra a China passou a centrar-se nos mercados de animais vivos. Ou então, que o vírus tinha o seu hospedeiro no morcego, ou no pangolim, etc.. Mas tudo não passou de mero jogo de palpites interessados.

Mais um saltinho, e eis que o vírus teria sido encontrado por gente chinesa sabedora, mas no Canadá. E esta gente, como teria de contar-se, tê-lo-ia levado para a China, onde se teria tentado modificar, a fim de ser usado como arma biológica. O problema teria sido, então, uma perda de controlo...

Claro que o tempo continua sempre a passar, o que fez surgir a COVID-19 nos porta-aviões Theodore Roosevelt e Charles de Gaulle. Este último, ao menos, encontrava-se no Atlântico, pelo que está tudo agora muito admirado acerca do modo como a COVID-19 ali chegou. Um pouco mais, e terá de ser por via aérea, certamente causado por mudanças nas correntes do ar, derivadas das alterações climáticas.

O que deve, afinal, ser verdade é o que certos cientistas já vieram reconhecer: o coronavírus já deveria estar espalhado por lugares diversos do mundo, tendo agora surgido condições para o surgimento da COVID-19. Essas condições terão sempre de estar ligadas à densidade territorial da população presente nos lugares onde os surtos surgem com maior força e rapidez. Precisamente o que se passa nos lares de idosos, ou nas grandes cidades, com muitos milhões de residentes.

Por tudo isto, fiquei bastante perplexo com as considerações de Ana Gomes no seu comentário dominical recente, ao referir a dita solução à chinesa, que apontou como de tipo orwelliano!! Objetivamente, é precisa uma enorme dose de desfaçatez para apontar o dedo à China, quando a dita União Europeia tolera (e com toda a naturalidade!) uma autocracia como a da Hungria, ou mesmo a da Polónia. E isto quando se vai podendo ver o que se passa no Brasil e nos Estados Unidos.

Termino com esta dúvida: situando-se Ana Gomes numa posição típica do dito socialismo democrático, numa zona da Esquerda caviar, será que não se deu ainda conta de que está já em franco desenvolvimento a ditadura mundial, sob a liderança de Donald Trump e sua rapaziada? Porquê esta obsessão com a China?! Será que acredita na democracia pura e dura, a autêntica e legítima? Terá tido a sorte de ler a grande comunicação social escrita de hoje?

Hélio Bernardo Lopes

 

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