quarta, 27 maio 2020
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Simplesmente estrórdinário!!

Publicado segunda, 04 maio 2020 10:23

Num destes dias, a INTERPOL lançou um aviso aos povos dos países seus membros, ao redor do número crescente de casos de organizações criminosas que estão a usar serviços de entrega de comida para transportar drogas e outros bens (...)


Num destes dias, a INTERPOL lançou um aviso aos povos dos países seus membros, ao redor do número crescente de casos de organizações criminosas que estão a usar serviços de entrega de comida para transportar drogas e outros bens ilícitos.

Devo dizer que fiquei verdadeiramente espantado, perante o que parece ser uma descoberta recente. Uma descoberta recente de um mecanismo que facilmente a conjetura poderia ter permitido concluir.

Diz o referido aviso que este mecanismo sofreu um fortíssimo crescimento – já vinha de antes, portanto – desde que vários países impuseram o regime de quarentena durante a pandemia de COVID-19, tendo os primeiros relatos sido apresentados pelas autoridades de Irlanda, Malásia, Espanha e Reino Unido.

Esta aparente novidade – já tem barbas...– pressupõe diversas realidades. Por um lado, quem solicita os referidos serviços conhece já esta realidade, utilizando os produtos estupefacientes transportados. Por outro lado, os estupefacientes deverão ser fornecidos aos transportadores por uma sede principal, digamos assim. Uma sede que deverá dividir-se em unidades menores e essencialmente locais. Com mui elevada probabilidade, esta estrutura de distribuição deverá comprar por atacado a gangs que se deverão encontrar ligados a grandes máquinas internacionais de tráfico de estupefacientes. Como facilmente se percebe, tem de ser assim.

Se eu conhecesse o atual líder da INTERPOL, colocar-lhe-ia diversas outras situações em tudo similares: empresas de transporte de produtos diversos, empresas distribuidoras de correspondência, serviços de ambulâncias, estruturas policiais, funerárias, transportes para construção civil, etc., etc.. Em princípio, todos estes tipos de estruturas têm uma funcionalidade que é isomórfica da agora referida pela INTERPOL. Não sendo tal uma condição suficiente, a verdade é a tal conjetura nos indica que a mesma realidade do transporte de estupefacientes poderá estar presente.

Não deixo, ainda hoje, de ficar espantado com descobertas estrórdinarias, como a ora avisada pela INTERPOL. E por isso compreendo, muitíssimo bem, o modo como a produção de estupefacientes não tem parança no mundo. Com um tipo de combate como o de hoje, o resultado não poderia nunca ser outro: o fracasso no combate é total. Quisessem as autoridades minimizar fortemente esta realidade, e bastar-lhes-ia ir destruindo os santuários, muito bem conhecidos, onde os estupefacientes são produzidos. A conversa é outra...

Hélio Bernardo Lopes

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