quarta, 27 maio 2020
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Será que é desta que aprendemos a lição?

Publicado segunda, 04 maio 2020 11:35

A Terra que é a única casa que o homem tem para habitar. De há algumas décadas, até ao presente, muito se tem esforçado por convertê-la num lugar inabitável, através de políticas de desenvolvimento que sempre olharam ao lucro e pouco à sustentabilidade. A concupiscência tem-se sobreposto à (...)


 

 

 

A Terra que é a única casa que o homem tem para habitar. De há algumas décadas, até ao presente, muito se tem esforçado por convertê-la num lugar inabitável, através de políticas de desenvolvimento que sempre olharam ao lucro e pouco à sustentabilidade. A concupiscência tem-se sobreposto à solidariedade. A cegueira do lucro, a qualquer preço, tem ignorado os valores humanos e a responsabilidade social.

O mundo é cada vez mais desigual. Como é possível que apenas 10 pessoas acumulem mais riqueza que 1.000.000.000 (MIL MILHÕES) de (sub)-pessoas, todas coabitando a mesma morada?

Temos “esticado a corda” até aos limites do impensável?

Nos últimos tempos, a natureza tem-nos enviado sinais e queixas, cada vez mais frequentes, cada vez mais devastadores e com ruído ensurdecedor. Ninguém pode dizer que desconhecia. Ninguém pode dizer que não foi avisado.

Foram terramotos e tsunamis. Foram tufões, cada vez mais destrutivos. É o degelo das calotes polares e a subida do nível da água dos oceanos. Foram os terríveis incêndios na Califórnia, na Austrália e na Amazónia.

Apareceram os “profetas”- Al Gore e Greta Thunberg – e zombaram deles.

Nada tem sido bastante para provocar uma mudança imediata. Porquê? Talvez porque, num tempo de emergência, o mundo tem lideranças medíocres e até anedóticas, em alguns casos.

Que saudades de Winston Churchil, Charles de Gaulle, Olof Palm, Helmut Schmidt!

E como o homem não deu ouvidos a avisos ruidosos, decidiu a mãe natureza que a ameaça seria silenciosa, global e democrática (atinge todos, mesmo aos ricos e poderosos).

E está a resultar. O mundo está a parar. O tempo deixou de contar. A poluição está a diminuir drasticamente. O silêncio é assustador. O “suspense” é angustiante.

Está a sobressair a impreparação dos Estados e egoísmo dentro das organizações. Os líderes mais medíocres não conseguiram disfarçar como são ridículos e vazios.

Salva-se a solidariedade dos povos e da sociedade civil.

Salvam-se a coragem, o saber e o espírito de missão dos heróis da linha da frente que, a todo o custo, com risco de vida, tudo fazem para salvar vidas e minorar o sofrimento.

Mas será que aprendemos a lição e estaremos determinados a mudar?

O desafio é gigantesco. À crise sanitária, seguir-se-ão as crises social, económica e política. Nada será como antes.

Sem qualquer dúvida, tem que surgir um novo paradigma.

Tem que ser valorizado o que é realmente importante e premente.

Apostar fortemente na ciência e no conhecimento. Apoiar o desenvolvimento dos países miseráveis e criar condições para cessar as guerras que são alimentadas pela indústria do armamento, eliminando-se assim a crise das migrações e dos refugiados. Combate determinado às alterações climáticas, etc, etc..

Teremos líderes à altura desse desiderato ou emergirão novos protagonistas?

Será que isto é o princípio do fim ou o princípio de uma verdadeira mudança?

Manuel Marinho

 

 

 

 


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