segunda, 26 julho 2021
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Mesmo no final do descanso

Publicado sexta, 16 julho 2021 11:35

Quase esqueci os horrores de ter de estudar para os exames no tempo do verão. Mas ter de escrever no computador, mesmo que nele espiado por gente oportunista e medrosa, foi o suficiente para logo me surgir no pensamento velhos tempos de infância e juventude. [...]


Quase esqueci os horrores de ter de estudar para os exames no tempo do verão. Mas ter de escrever no computador, mesmo que nele espiado por gente oportunista e medrosa, foi o suficiente para logo me surgir no pensamento velhos tempos de infância e juventude.

A vida nacional tem sido fértil em casos de todo o tipo, com as televisões a deitarem mão, sequiosamente, de levas sucessivas de conversa sobre o mesmo tema.

CARTÃO VERMELHO

O tema mais recente foi, sem dúvida o desenvolvido ao redor da Operação Cartão Vermelho. No meio de tudo isto, sobressaiu a loucura de chegar ao poder no Benfica, hoje um lugar bastante apetitoso, depois de Luís Filipe Vieira o ter retirado do estado de descrédito em que caíra com João Vale e Azevedo.

Objetivamente, o Benfica não poderia deixar de funcionar, muito para lá da situação de Luís Filipe Vieira. Existindo uma estrutura diretiva, é natural que esta desse continuidade aos comandos do clube e da sua SAD. E foi o que se deu, com a liderança a ser agora realizada por Rui Costa, que é um Vice-Presidente a exercer as funções de Vieira por impossibilidade deste. Percebe-se que quando referiu ser o “Presidente”, Rui Costa apenas se referia ao exercício das funções do Presidente, que é ainda Luís Filipe Vieira – referiu, até, que tal era feito nos termos consentidos pelos estatutos.

Mais um tempo, e é naturalmente lógico que venham ter de ser realizadas eleições para os diversos órgãos sociais do clube. Para tal, todavia, há que ter em conta os jogos que terão de realizar-se no plano europeu, mas também deixar entrar o campeonato num ambiente já garantido como de regime estacionário, o que poderá exigir umas cinco ou seis jornadas. Espero, muito sinceramente, sobretudo como benfiquista, que Rui Costa consiga encabeçar uma equipa de órgãos sociais que venha a vencer a corrida eleitoral. Ir por outro caminho, com o tempo que passa, é avançar às cegas, numa noite de Lua Nova e nuvens carregadas e muito baixas.

BOM SENSO E CORAGEM

Há uns bons dias atrás, Catarina Martins foi deveras assertiva com a grande comunicação social, dado andar esta a procurar remodelações e futuros para o Primeiro-Ministro, António Costa. E também por via do número de dias consentido a António Costa pela Direção-Geral de Saúde. Seria bom que Eduardo Marçal Grilo e Luís Nobre Guedes se determinassem a ponderar neste certeiro comentário de Catarina Martins.

VÁ LÁ...

Na passada segunda-feira, sem dúvida algo admirado, eis que ouvi de Miguel Sousa Tavares que vê a vitória de Fernando Medina como algo com elevada probabilidade de poder ter lugar. Até com maioria absoluta. E reforçou este seu ponto de vista salientando o bom trabalho realizado à frente da autarquia lisboeta e com a sua ampla e testada experiência no cargo e correspondentes funções. Muito sinceramente, para mais no noticiário da noite da TVI, não esperava.

NATURALMENTE

Com a maior naturalidade, apenas acompanhada de uma boa risada, foi como tomei conhecimento de que Henrique Neto apoia Carlos Moedas para liderar a autarquia de Lisboa!! Haverá de compreender-se, contudo, que tal apoio, quase com toda a certeza, materializará um mau augúrio...

SEMPRE BRILHANTE

Grande brilhantismo foi o que transpareceu, e em abundância, da recente entrevista televisiva de Marta Temido, Ministra da Saúde. Só uma grande entrega às suas funções de elevada responsabilidade pública, podem justificar que se determine aos mil e um sacrifícios que se lhe têm podido ver. Uma intervenção de enorme brilhantismo e elevada determinação interior.

ALMIRANTE À VISTA!

Quando não se tem muito para criticar, e se impõe garantir o emprego, o que se faz é criar novas realidades. Um facto deveras presente no mundo da comunicação social. Um facto que começa a apresentar as primeiras manifestações ao redor do Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo. Um facto muito ajudado pelas filas de espera que têm vindo a surgir.

UM EMPURRÃO NA FESTA

Valeu por quase tudo o resto a conversa de Mayan Gonçalves sobre um jantar qualquer que o IL realizou no Porto. É, tal como o primeiro, em Lisboa, mais um empurrãozito na festa COVID-19.

O TUDO EM NADA

Parece que terá começado o julgamento de Ricardo Salgado. Ou será que tudo se irá saldar em nada? Pelo meu lado, depois de ter já visto o caso Oliveira e Costa, é o que pressinto.

Este caso, de parceria com o nosso concidadão José António dos Santos, tal como com José Oliveira e Costa, começa a dar a sensação de que quem quiser conseguir bons resultados, será melhor convidar concidadãos já com idade bastante avançada.

AGITAÇÕES TONITRUANTES

Sucedem-se as intervenções judiciárias ao redor do tráfico de estupefacientes. No fundo, em torno de uma realidade viva e com muitas décadas. Uma realidade fortemente hipertrofiada com a localização geográfica do País, mas também com os efeitos da contingentação militar para a defesa do Ultramar e com o retorno fortíssimo de concidadãos oriundos das antigas províncias ultramarinas.

Recentemente, uma leva das autoridades em Estremoz. Um pouco depois, também uma outra no Porto. Mais recentemente, uma outra, desta vez em Abrantes. Objetivamente, é como a Bélarte, está em toda a parte.

MAIS NOVIDADES DA BOLA

Chegou ao fim o caso que envolveu Paulo Pereira Cristóvão, com o Tribunal da Relação de Lisboa a manter a pena que vinha da primeira instância, se acaso não erro. Ficamos agora pendentes do que irão dizer as instâncias internacionais, se o ora condenado às mesmas recorrer, como se noticiou. Um dado é certo: mais um pouco, e esqueceria o caso.

ELIMINATÓRIAS

Não, caro leitor, não me refiro a nada desportivo, mas sim a eliminações criminosas de concidadãos deste nosso mundo. Por um lado, o homicídio do histórico jornalista holandês, Peter de Vries, em Amsterdão. Tendo lutado contra o crime organizado, pagou o terrível preço de ter tido uma tão elevada coragem. Por outro lado, o crime que determinou o assassinato do Presidente do Haiti. Há já um conjunto de capangas detidos, um dos quais... norte-americano. E depois, mais um homicídio, em Espanha, sobre alguém defensor dos direitos do grupo LGTBI+. É, pois, um tempo de democracia. Da extrema-Direita e por esse mundo fora, bom, nem uma palavra.

De modo concomitante, ninguém mais falou do caso Marielle Franco, cuja solução parece ser mais difícil que a demonstração do Último Teorema de Fermat. E também quase não se falou do grupo terrorista desmantelado em Hong-Kong. Aparência democrática oblige...

DESCOBERTA SENSACIONAL!

Com rara coragem, o Ministério Público junto do tribunal que julgou o caso de Tancos conseguiu expor que nada mostrava, bem para lá de um mínimo de dúvida, que o académico José Azeredo Lopes houvesse pactuado com qualquer ilegalidade das que vinha acusado. Só um procurador sério, probo e corajoso, depois das mil e uma mentiras vendidas pela grande comunicação social sobre este caso, conseguiria decidir como se viu. Ainda assim, temos agora de esperar pela decisão do tribunal. Em todo o caso, e como sabem os que acompanham os meus textos, nunca dei um ínfimo de crédito às diversas acusações com que se fustigou um antigo ministro de um Governo do PS. E não esqueço o que em tempos escrevi: o telefonema ao ora candidato do PS à autarquia portuense teria, quase com toda a certeza, uma amizade antiga na sua base. Lia-se nas estrelas... Nem esqueço as palavras do académico e causídico Germano Marques da Silva: o grande problema foi como se chegou até aqui...

CASCAS DE BANANA

Espero bem que o PS e os partidos da Esquerda não se deixem levar pelas cascas de banana que, direta ou indiretamente, se contêm na proposta de revisão constitucional do PSD. Enfim, a ver vamos, porque neste domínio há muito o PS nos prendou com incríveis erros histórico-estratégicos. A ver vamos. 

 

 

 


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