quarta, 01 abril 2020
Imagem topo

Para gestos para evitar males maiores - a sério!

Publicado quinta, 19 março 2020 10:23

E pronto! Num ápice eis que o estandarte do crescimento económico e da globalização foi abruptamente fulminado por um vírus imprevisível, silencioso e global. Com os efeitos de uma «praga bíblica» em menos de um fósforo o «coronavírus» disseminou-se pelo mundo e espalhou o caos. (...)


E pronto! Num ápice eis que o estandarte do crescimento económico e da globalização foi abruptamente fulminado por um vírus imprevisível, silencioso e global.

Com os efeitos de uma «praga bíblica» em menos de um fósforo o «coronavírus» disseminou-se pelo mundo e espalhou o caos. Não sei se veio para ficar? Se é um sinal dos tempos que vivemos? Mas sei que os próximos meses vão ser desinquietos e que ninguém sabe ao certo como isto vai acabar.

Há acontecimentos que mudam o curso da história. Guerras, alianças, revoltas, descobertas, catástrofes são apenas algumas dessas ocorrências que determinam mudanças. Afinal! Este vírus será um desses acontecimentos?

Se o atento Leitor já está bem informado sobre o real perigo que nos bateu à porta escusa de ler este texto e pode ir seguramente lavar a consciência para outro lado.

No meu caso tenho medo e ainda mais medo do desconhecido, pelo que estou disposto a correr o risco de ser propositadamente pouco original (neste momento crítico tem de ser assim) e apelar ao bom senso e ação.

Com o cenário avançado de 70 por cento da população alemã poder ser infetada (segundo a chanceler Alemã Angela Merkel) ou 1 milhão em Portugal (segundo admitiu a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas), conjugado com as mais de mil mortes já confirmadas em Itália e com o vírus a alastrar-se explosivamente em Espanha, França e Portugal, o pânico instalado está mais do que justificado; neste quadro de máxima alerta tudo o resto é minimizado.

Está bem! Vamos lá ver. Se um meteorito amanhã bater na terra também tudo se acaba! Certo; mas essa possibilidade aterradora é algo que não podemos controlar. No caso do «coronavírus» ainda há muito que podemos e devemos fazer, razão pela qual vou direitinho ao assunto sem mais delongas.

Ora bem, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, declarou no dia 11 de março o novo «coronavírus» (COVID-19) uma «pandemia», ou seja, a doença tomou proporções à escala mundial, com diferentes focos em 115 países do mundo. No entanto “Podemos esperar que o número de casos, mortes e países afetados aumente”, afirmou ainda o diretor-geral da OMS. A OMS justifica a declaração de pandemia com “níveis alarmantes de propagação e inação”. “Os países podem ainda mudar o curso desta pandemia se detetarem, testarem, tratarem, isolarem, rastrearem e mobilizarem as pessoas na resposta”, ressalvou também o diretor-geral da OMS.

Por cá, o Governo português ordenou a suspensão de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais, o encerramento dos estabelecimentos de ensino, das discotecas e estabelecimentos similares, a redução a um terço da lotação dos estabelecimentos de restauração e a limitação da frequência de centros comerciais e serviços públicos e não será permitido o desembarque de passageiros de cruzeiros com exceção para os que sejam residentes em Portugal.

A Direção Geral da Saúde recomenda também diversas regras a adotar de forma a minimizar riscos de contágio. Uma coisa é certa: - Se o vírus não se propagar esta epidemia vai estancar. Mas para isso temos «obrigatoriamente» de adotar precauções simples, por exemplo: maior contenção no relacionamento social; menos convívios (especialmente em espaços fechados); ser mais recatado; não frequentar aglomerados de pessoas; lavar as mãos frequentemente e desinfetá-las regularmente; espirrar ou tossir com a proteção de lenços descartáveis ou do braço; utilizar os lenços descartáveis uma única vez; evitar contacto físico e cumprimentos com «beijinhos» e «passou-bem» (vai haver possibilidade de reforçar os beijos, abraços e apertar de mãos mais tarde) e já agora não açambarcar meio supermercado.

Os resistentes Leitores que me desculpem mas este é um tema absolutamente incontornável que exige toda a nossa atenção e responsabilidade social mas sobretudo individual para evitar males maiores.

Peço-vos que não deixem de viver, de sonhar e planear um mundo melhor. Um mundo mais justo. Um mundo de mulheres e homens mais saudáveis e felizes. E é assim que devemos estar, mas agora temos de agir para ultrapassar este desafio à nossa capacidade de sobrevivência. Agora temos de reforçar os cuidados, melhorar comportamentos, alterar as rotinas com pequenos gestos que podem fazer toda a diferença – a sério!

Beijinhos virtuais e cuidem de vocês.

Vila Nova de Cerveira, 12 de março de 2020

logo branco

Quinzenário do concelho de Vila Nova de Cerveira. Medalha de mérito concelhio.

Estatuto Editorial do Cerveira Nova

geral@cerveiranova.pt
Telefone: +351 251 794 762

radio cultural de cerveira

Subscreva a nossa newsletter e receba as nossas novidades em primeira mão.