segunda, 27 janeiro 2020
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Ainda acredito no Pai Natal

Publicado sábado, 04 janeiro 2020 10:39

É verdade, caro leitor, do nosso jornal e irmãos da NET. Eu ainda acredito no Pai Natal, num Pai Natal, que um dia, acabe com este País Pobre e Pobre País, que se chama Portugal, com as desigualdades sociais; que estreite o fosso que existe e de que maneira, entre ricos e pobres; que acabe com o desemprego, sobretudo dos jovens que, não (...)



É verdade, caro leitor, do nosso jornal e irmãos da NET. Eu ainda acredito no Pai Natal, num Pai Natal, que um dia, acabe com este País Pobre e Pobre País, que se chama Portugal, com as desigualdades sociais; que estreite o fosso que existe e de que maneira, entre ricos e pobres; que acabe com o desemprego, sobretudo dos jovens que, não tendo condições de trabalho no seu País, que gastou milhares e milhares de euros na sua formação académica, são forçados a emigrar, como fizeram os seus antepassados na década de 60. Num Pai Natal que acabe com os corruptos e os ladrões de “colarinho branco”; com os escândalos de impérios bancários; com os empresários desonestos, que se fazem passear em automóveis “topo de gama”e outros que, por qualquer motivo fútil, abrem falência das suas empresas, lançando para o desemprego, centenas de trabalhadores. Num Pai Natal que ilumine a nossa nova classe política que deve cumprir aquilo que prometeu e que tarda em melhorar, os magros ordenados e subsídios dos funcionários públicos e pensionistas, em nome duma Europa, até agora. comandada por essa Senhora Merkel que que nasceu e cresceu, não na República Federal Alemã, mas sim, na República Democrática Alemã, uma ditadura feroz que só acabou com a queda do Muro de Berlim e que cada vez, despreza mais , os países mais pequenos. Num Pai Natal, que devolva ao País que me viu nascer e onde quero morrer, a dignidade que teve, ao longo da História, onde deu “Novos Mundo ao Mundo” e que agora, salvo melhor opinião, faz parte duma Europa que só vê a cor do vil metal e que continua, embora sem a TRÓIKA, a penalizar, melhor, a destruir, uma classe média que outrora, era a espinha dorsal deste País.

Ai que saudades do Pai Natal, que, no meu tempo de menino, na Noite de Consoada, descia (assim era contado, pelos meus queridos pais)... pela chaminé, da minha casa e deixava umas prendinhas no meu sapatinho!... Santa Inocência, a minha!...pois acreditei durante muito tempo, no Pai Natal! Acreditei e ainda hoje acredito! Que o Pai Natal, na Noite de Consoada, traga muitos presentes aos meus irmãos da NET e aos meus leitores, são os meus votos. Votos daquele, que, repito, ainda acredita no pai natal, um pai natal que faça este país ser mais justo e mais fraterno e as nossas crianças, pobres, sem abrigo, órfãs, abandonadas, violentadas; pai natal, pergunta a Jesus de Nazaré: “e às nossas crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor, porque padecem assim”? E os sem abrigo, Deus menino, porque lhes dais tanta dor, tanta fome, porque padecem assim? E as mulheres, vitimas da violência doméstica, espancamentos e mortes, porque continuam sem ver os culpados presos com penas pesadas e não com pena suspensa? E os deputados, os ministros e o presidente da república, quando se deixam de boas intenções, palavras lindas, sem conteúdo e resolvem de uma vez por todas os problemas da saúde, da educação. Se conseguires aquilo que te peço, no próximo Natal, continuarei a acreditar no Pai Natal, como no tempo de menino, sempre.

Antero Sampaio
(Pontével)
Jornalista

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