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O ano que agora começa

Publicado sábado, 04 janeiro 2020 00:00

Saímos de um ano movimentado, no aspecto político, com dois actos eleitorais pêlo meio, sem que os eleitores tenham, na sua grande maioria, estado à altura como seria normal. Se no caso das eleições para o Parlamento Europeu, poderia aceitar-se, digamos, algum desencanto, ou afastamento, por (...)


 

Saímos de um ano movimentado, no aspecto político, com dois actos eleitorais pêlo meio, sem que os eleitores tenham, na sua grande maioria, estado à altura como seria normal.

Se no caso das eleições para o Parlamento Europeu, poderia aceitar-se, digamos, algum desencanto, ou afastamento, por serem menos directas. No caso das legislativas, foi uma vergonha a abstenção registada.

O que se passa com as pessoas e, concretamente, com os Portugueses que, preferem deixar o seu destino, e o do país, nas mãos dos outros, como se nada lhes dissesse?

Avançam os populismos, os extremos, aqueles que falam ao gosto do eleitor e não do país real, ou de realizações possíveis.

Já tínhamos no parlamento e no apoio ao governo, o populismo da extrema-esquerda através do Partido Comunista, ou do Bloco de Esquerda. Agora, temos a Iniciativa Liberal, ou o Chega, encostados à direita. Nos intervalos anda o PAN, que não sabe quem é ou o que quer. Está na moda. Nada de preocupante, por enquanto, no aspecto politico, para já, mas tudo começa assim.

Nada que se assemelhe com as eleições em Espanha, ou Itália, onde a radicalização do voto de extrema-direita, está a criar embaraços à Europa.

O acto eleitoral, é um momento sublime numa democracia. Ao eleitor é-lhe dada a possibilidade de corrigir aquilo que, em seu entender, esteve bem, ou menos bem.

E será que o governo esteve assim tão bem, ao ponto de desmerecer a sua ida até às urnas?

Ou estão - os Portugueses - amuados e birrentos?
Haverá de tudo um pouco.

Uma eleitora em plena campanha disse o seguinte:” eu tenho 50 anos e nunca votei”!

Perante tudo isto, algo terá que mudar. O acto eleitoral, é demasiado caro e importante para que possam brincar com ele. Por outro lado, também é verdade que o sistema eleitoral permanece estático, obsoleto e inamovível, como se não se tivessem passado 44 anos desde o primeiro acto eleitoral e, pêlo meio, não tivéssemos mudado de século. Muito tem evoluído a sociedade. Será melhor ouvi-la.

Aproximar o cidadão das urnas, deve ser uma prioridade urgente. Desde logo mudar o dia das eleições. Este devia ser a uma quarta-feira e nunca ao Domingo. Evitar pontes e feriados.

Criar secções de voto na Zonas Industriais, fazendo com que, os trabalhadores, pudessem sair do seu posto de trabalho para votarem, sem que por isso saíssem penalizados.

Ou nas áreas mais populacionais, nas ruas, nos Centros Comerciais, de maneira a que as pessoas não tenham que estar horas nas filas.

Por outro lado, os membros da mesa eleitoral, têm o dia (bem pago), o que eu acho justo. Mas paguem-no no fim do dia e não quando a Câmara Municipal o entender. E, já agora, acabem com o dia de folga pago, pela entidade patronal, ou pêlo Estado. Como está é, simplesmente, inadmissível.

A sociedade mudou de hábitos, querem tudo para ontem e não admitem “perder” tempo em filas, nem que seja para escolher o seu futuro.

Estão habituados a ter o mundo nas mãos. Se acham que, o voto electrónico, não é seguro, o que para um, leigo como eu, me intriga, facilitem e agilizem o processo eleitoral, vão ao encontro do eleitor, acabem com esta solenidade e façam do momento uma festa da democracia popular, caso contrário o grande vencedor de um acto eleitoral, continuará a ser a abstenção, o que distorce de todo a verdade.

Continuar na mesma, é não querer reconhecer o óbvio.

Candemil, a 22/12/2019
(José Venade, escreve de acordo com a anterior ortografia)

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