quarta, 08 julho 2020
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José Manuel Carpinteira questiona secretária de Estado da Proteção Civil sobre dispositivo de combate a incêndios

Publicado quinta, 04 junho 2020 13:59

O deputado do PS José Manuel Carpinteira manifestou, à Secretária de Estado da Proteção Civil algumas preocupações relativamente ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR 2020) no distrito de Viana do Castelo, (...)


O deputado do PS José Manuel Carpinteira manifestou, à Secretária de Estado da Proteção Civil algumas preocupações relativamente ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR 2020) no distrito de Viana do Castelo, questionando a prevista redução de meios aéreos, assim como a possível diminuição de meios humanos devido à pandemia.

Numa intervenção durante a audição da secretária de Estado Patrícia Gaspar na comissão de Agricultura e Mar, na Assembleia da República, o deputado eleito pelo círculo de Viana do Castelo começou por manifestar-se confiante em relação à “abordagem integrada da prevenção, vigilância e combate” dos incêndios florestais, considerando que o plano de ação apresentado pela governante aos deputados “é muito importante para reduzir a área ardida”.

José Manuel Carpinteira apontou, contudo, algumas dúvidas sobre o dispositivo previsto para o Alto Minho no que respeita à “redução dos meios aéreos, mediante a substituição de dois helicópteros ligeiros por um helicóptero médio”.

O deputado socialista justificou a sua apreensão considerando que “esta alteração pode não ser a mais adequada ao nível da eficácia, visto que uma das características das ocorrências nestes territórios de montanha é a de vários fogos em simultâneo”.

“Se, por um lado, a existência de apenas um helicóptero reduz a capacidade de intervenção, por outro, a sua tipologia também não será a mais adequada quando comparável com os helicópteros ligeiros, uma vez que exigem mais tempo para o arranque e necessitam de espaços maiores para aterrar”, advertiu.

José Manuel Carpinteira chamou ainda a atenção para o facto de a intervenção dos meios terrestres em zonas montanhosas, como o território do Parque Nacional da Peneda-Gerês, ser “dificultada pelos acessos e pelo relevo”, pelo que considera que “os meios aéreos ligeiros permitiriam uma melhor resposta aos incêndios neste território”.

“É preciso não deixar destruir as nossas Áreas Protegidas. Antes devemos criar uma maior resiliência do território”, defendeu, alertando que “esta alteração poderá condicionar a resposta do dispositivo distrital aos incêndios deste ano no território do Alto Minho”.

Recordando que, no contexto nacional, este distrito é o que tem o menor número bombeiros voluntários disponíveis para as muitas ocorrências, apesar de um ligeiro acréscimo este ano, o deputado alertou que a situação pandémica da COVID-19 “poderá limitar ainda mais a resposta aos incêndios florestais”, dado que este ano “existe uma grande acumulação da vegetação, o que aumentará o risco”.

Por último, José Manuel Carpinteira questionou a Secretária de Estado sobre as condições para “ alocar um grupo de forças especiais de Proteção Civil, os ‘Canarinhos’, ao distrito de forma permanente”, lembrando que esta é “uma reivindicação já muito antiga do CODIS de Viana do Castelo”.

Na resposta, Patrícia Gaspar admitiu que o Governo está disponível para articular todos os meios disponíveis e necessários no combate aos incêndios rurais. 

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