quinta, 19 julho 2018
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Às aranhas

Publicado quarta, 20 junho 2018 10:20

Foi deveras ridícula a cena hoje vivida por parte de alguns dos membros da nova Comissão de Gestão do Sporting Clube de Portugal, nomeada legalmente pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, tal como apontado nos estatutos do clube e, ao que se diz, já judicialmente reconhecido. (...)

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Foi deveras ridícula a cena hoje vivida por parte de alguns dos membros da nova Comissão de Gestão do Sporting Clube de Portugal, nomeada legalmente pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, tal como apontado nos estatutos do clube e, ao que se diz, já judicialmente reconhecido.

Depois de se ter podido acompanhar as cenas da tentativa infrutífera de entrada nas instalações do Sporting, a dúvida que se coloca é esta: e agora? Se a Mesa da Assembleia Geral se encontra em funções, se o mesmo se dá com o seu Presidente, se as comissões criadas por Bruno de Carvalho não têm existência legal e se a Comissão de Gestão a tem, qual a razão desta não se fazer acompanhar da força pública, a fim de dar cumprimento à tal apontada deliberação de certo tribunal? Haverá de compreender-se que há em tudo isto uma terrível marca caricatural.

Não é de hoje a minha explicação para cenas com o ridículo ora visto ao vivo: a ordem jurídica portuguesa é uma borracheira. E é a realidade: tudo pode muito bem ser nada; o que se poderia resolver num dia, pode acabar por levar anos; e tudo perdido num emaranhado de caudais de papelada cuja clareza pode ser posta em causa por quem tenha a arte e o engenho para o fazer.

Devo dizer que desconheço o pormenor dos conteúdos das tais mil e uma providências cautelares, mas conheço o que as mesmas podem, de facto, valer: tudo na mesma, quartel-general sempre em Abrantes. Ou bem me engano, ou o Sporting Clube de Portugal bem poderá ir de mal para muitíssimo pior... Ao que nos vai parecendo em crescendo, sempre com Bruno de Carvalho no poder executivo do clube. É a melhor imagem de que se dispõe do dito Estado de Direito Democrático em Portugal, quase mais de quatro décadas depois de se iniciar a III República Portuguesa.

Por fim, uma notinha: a seleção de futebol de Portugal, que hoje atuou contra Marrocos, é que é a verdadeira seleção de Portugal. Olhando o jogo sem paixões, Marrocos seria, indiscutivelmente, o justo vencedor. O que agora se viu é a repetição do que teve lugar na fase de grupos do Europeu de Futebol que, pelo acaso do golo do desaparecido Éder, acabámos por vencer. Infelizmente, não creio que no futebol, e a este nível, se possa acreditar na existência de uma sem duas. Faz lembrar a vitória da Dinamarca num outro Europeu.

Hélio Bernardo Lopes

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